Necrologia

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Frei Jerônimo Gresole (Francesco Gresole)

14/10/1907
11/08/1980

Sacerdote.

Nasceu no dia 04 de outubro de 1907 em Flores da Cunha/RS. Filho de Angela Farinella e Girolamo Gresele.

  • Ingressou no Seminário no dia 1º de fevereiro de 1918 em Veranópolis/RS.
  • Profissão Temporária no dia 24 de fevereiro de 1924 em Flores da Cunha/RS.
  • Profissão Perpétua no dia 19 de fevereiro de 1928 em Garibaldi/RS.
  • Ordenação Presbiteral no dia 06 de dezembro de 1932 em Porto Alegre/RS por Dom João Becker.

 

Na Província do Rio Grande do Sul trabalhou em Flores da Cunha, Garibaldi, Maximiliano de Almeida, Veranópolis, Caxias do Sul, Vila Ipê, Ibiraiaras e nas missões populares. Trabalhou três anos em Portugal.

Em 1958 integrou-se à Província do Brasil Central e trabalhou em Hidrolândia/GO, Brasília/DF, Anápolis/GO, Corumbaíba/GO, Goiânia/GO, Sidrolândia/MS, Camapuã/MS e Campo Grande/MS.

Faleceu no ano de 1980 em Campo Grande/MS de edema pulmonar, onde está sepultado.

Estava com 73 anos de vida, 56 de vida religiosa e 47 de Presbítero.

Exímio orador, empolgava-se nas pregações e discursos, atraindo a atenção de todos. Inteligente e perspicaz.

Frei Alfredo Salton (Ernesto Marianno Salton)

25/03/1911
23/08/1988

Sacerdote.

Nasceu no dia 25 de março de 1911 em Bento Gonçalves/RS. Filho de Maria Cadore e João Salton.

  • Ingressou no Seminário no dia 18 de março de 1928 em Veranópolis/RS.
  • Profissão Temporária no dia 24 de fevereiro de 1934 em Flores da Cunha/RS.
  • Profissão Perpétua no dia 28 de março de 1937 em Garibaldi/RS.
  • Ordenação Diaconal no dia 22 de outubro de 1939 em Garibaldi/RS.
  • Ordenação Presbiteral no dia 07 de janeiro de 1940 em Veranópolis/RS por Dom José Baréa.

 

Na Província do Rio Grande do Sul trabalhou em Vacaria, Mauricio Cardoso, Soledade, Veranópolis, São José do Herval e Belém Velho.

Em 1959 integrou-se à Província do Brasil Central e trabalhou em Hidrolândia/GO, Anápolis/GO, Goiânia/GO e Caldas Novas/GO.

Faleceu no ano de 1988 em Hidrolândia/GO de esclerose múltipla. Foi sepultado na cidade de Encantado/RS.

Estava com 77 anos, 54 de vida religiosa e 48 de Presbítero.

Autêntico missionário, muito popular e compreensivo. Gostava do trabalho manual e tinha sensibilidade para com a natureza, descobrindo as propriedades medicinais das ervas e plantas. Ajudava as pessoas também na arte de procurar água (famosa vara), ajudando a perfurar poços.

Frei Nicasio Muraro

19/10/1923
26/08/2010

Nova Araça - RS

 

Frei Nicásio Muraro faleceu às 23 horas de  26 de  agosto de 2010, no Hospital da Unimed, em Caxias do Sul, onde se encontrava internado no Centro de Tratamento Intensivo. 

 

Registro
Frei Nicásio nasceu em Nova Araçá, RS, em 19 de outubro de 1923, filho de Celeste Muraro e Joana Sguizardi Muraro. Era o 8º filho entre 13 irmãos. Ingressou no seminário de Veranópolis em 1937, onde permaneceu até 1942; em 1941 e 1942, devido à II Guerra Mundial, prestou serviço militar em Veranópolis, mesmo estando no seminário.
 

Vestiu o hábito capuchinho em 1943, ano em que fez o noviciado em Flores da Cunha. A profissão na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos foi em 1944 e a ordenação sacerdotal em 22 de janeiro de 1950, em Paraí. Os estudos filosóficos e teológicos foram feitos em Marau, Garibaldi e Porto Alegre. 
 

Frei Nicásio dedicou sua vida à pastoral paroquial, desde 1951, em Marau, quando o atendimento às 30 capelas era feito a cavalo. De 1952 a 1958 prestou serviços pastorais fora da Província do Rio Grande do Sul. Inicialmente nas cidades paulistas de Birigui, Coroados e Pereira Barreto, área da Custódia dos Capuchinhos de São Paulo. Depois em Rio Verde, então Estado do Mato Grosso. 
 

Entre os freis que decidiram não regressar ao Rio Grande do Sul, após o encerramento da ajuda aos capuchinhos de São Paulo, Frei Nicásio e frei Otávio Simionatto alugaram um vagão ferroviário em Andradina, colocaram todas as suas coisas e foram a Campo Grande, onde os esperava Frei Romualdo. Era o início da nova missão da província gaúcha. Após alguns anos, a frente missionária ganhou o status de Custódia, a seguir de Vice-província e, hoje, é a Província do Brasil Central, uma das 10 províncias capuchinhas no Brasil. 
 

Em 1959 Frei Nicásio retorna à Província do Rio Grande do Sul, permanecendo em Marau até 1966. (* Ver relato feito por Frei Nicasio, abaixo). A seguir, por dois anos vai ser capelão do hospital Parque Belém, em Porto Alegre. Entre 1968 e 1999 retoma atividades da pastoral paroquial como pároco em Ibirapuitã, Machadinho, Camargo, e, como vigário paroquial, em Barros Cassal, Tramandaí e Porto Alegre, na Paróquia São Judas. Por mais alguns anos dedica-se ao aconselhamento e cuidados da própria saúde em Tramandaí (Paróquia Navegantes) e em Marau, até integrar a fraternidade da Casa de Saúde São Frei Pio, em Caxias do Sul, desde 2007. 


Realizou vários cursos de renovação teológica e pastoral, de psicologia aplicada, aconselhamento psicológico, além do curso de espiritualidade franciscana no Cefepal, em Petrópolis, RJ, no ano de 1978. Da experiência deste ano escreveu: “Certamente o melhor ano da vida: oração, estudo e fraternidade”. 
 

Frei Nicásio escreveu que deve sua vocação capuchinha a Frei Fulgêncio Caron que, como professor em Veranópolis, visitava a paróquia de Paraí para acompanhar os vocacionados. 

 

Informações pessoais
DEPOIMENTO ESCRITO POR FREI NICÁSIO MURARO 
SOBRE AS DIFICULDADES VIVIDAS EM MARAU 

“Em 1959, voltando do Mato Grosso – após quase dez anos fora do convento vivendo sozinho e longe dos frades – colocaram-me em Marau como vice-guardião e vice-diretor dos estudantes. No convento de Marau havia mais de 60 estudantes de 2º grau, que já haviam feito o noviciado e lá ficavam por dois anos antes de ir a Ijuí para cursar Filosofia. Não foi nada fácil: os ventos das mudanças na Igreja e na Ordem e congregações começava a soprar de longe. 
 

Já não adiantavam as cercas altas e os cadeados nos portões; nem a obediência cega. Não era fácil educar jovens para a vida religiosa e sacerdotal; os freis não estavam preparados para serem educadores. Em Marau, de 1959 a 1965, passaram vários diretores, todos cheios de boa vontade, mas não sintonizavam com os jovens estudantes. Muitos desistiram, pelas mais variadas causas. Até que, em 1966, quando foi feito um exame de consciência junto com Dom Aloísio (Lorscheider, que havia sido nomeado Visitador Apostólico). A partir disso as coisas começaram a melhorar, porque as tarefas e outras coisas foram definidas com mais clareza.
 

(Antes) o guardião, frei Romeu, havia pedido demissão do convento; aí tive que assumir o encargo do convento, Rádio (Alvorada), Biblioteca (...), Livraria São Miguel, da capelania no Hospital Divina Providência e Colégio Cristo Rei das Irmãos Franciscanas, lecionar Geografia Geral e História, a Ave-Maria na Rádio todos os dias, missa dominical às 9 horas, com pregação, e, ainda, atender uma capela às 10 horas. Foi a experiência mais difícil da minha vida religiosa e sacerdotal...”. 

Frei Gervásio Ferronato (Francisco)

10/08/1921
28/08/1998

Sacerdote.

Nasceu no dia 10 de agosto de 1921 em Veranópolis/RS. Filho de Antonietta Coldebella e Pedro Ferronato.

  • Ingressou no Seminário no dia 07 de fevereiro de 1935 em Veranópolis/RS.
  • Profissão Temporária no dia 06 de janeiro de 1943 em Flores da Cunha/RS.
  • Profissão Perpétua no dia 06 de janeiro de 1946 em Marau/RS.
  • Ordenação Diaconal no dia 18 de dezembro de 1948 em Garibaldi/RS.
  • Ordenação Presbiteral no dia 19 de dezembro de 1948 em Garibaldi/RS por Dom José Baréa.

 

Irmão gêmeo de Frei Protásio. Irmão também de Frei Ângelo.

Na Província Rio Grande do Sul trabalhou em São Francisco de Assis/RS, Dracena/SP e Praia Grande/SC.

No dia 06 de janeiro de 1976 integrou-se à Província do Brasil Central e trabalhou em Caldas Novas/GO, Rio Negro/MS, Rio Verde de Mato Grosso/MS, Camapuã/MS e Anápolis/GO.

Dia 07 de janeiro de 1998, doente com diabetes, cardíaco e com úlcera estomacal, foi acolhido pela Província do Rio Grande do Sul, aonde veio a falecer, no mesmo ano, de Insuficiência Cardíaca em Caxias do Sul/RS. Foi sepultado em sua terra natal.

Estava com 77 anos de vida, 55 de vida religiosa e 50 de presbítero.

Frade Empreendedor, simples e humilde, amava a natureza.

Frei Bernardo Cansi (Fermino José Cansi)

03/07/1937
31/08/1996

Sacerdote.

Nasceu no dia 03 de julho de 1937 em São Jorge/RS. Filho de Irene Maria Albarello e Alexandre Cansi.

  • Ingressou no Seminário no dia 1º de março de 1951 em Vila Flores/RS.
  • Profissão Temporária no dia 25 de janeiro de 1957 em Flores da Cunha/RS.
  • Profissão Perpétua no dia 25 de janeiro de 1960 em Ijuí/RS.
  • Ordenação Diaconal no dia 03 de setembro de 1965 em Porto Alegre/RS.
  • Ordenação Presbiteral no dia 02 de janeiro de 1966 em São Jorge/RS por Dom Frei Cândido Maria Bampi.

 

Na Província do Rio Grande do Sul, logo ordenado cursou a ISPAC (Pastoral e catequese) e em seguida trabalhou na Paróquia Santo Antonio em Porto Alegre.

Em 1970 transferiu-se para a Província do Brasil Central e trabalhou em Brasília/DF, Campo Grande/MS, Coxim/MS e Ceilândia Sul/DF. Dedicou-se com entusiasmo à Liturgia e à implantação da Catequese Renovada em todo Brasil, sendo destaque nacional nesta área. Escreveu 23 livros e mais de 40 artigos em revistas nacionais e estrangeiras. Membro da academia de letras de Brasília/DF. Foi quem deu início a Missa dominical pela TV Brasília e a Ave-Maria pela Rádio Planalto. Exerceu também, diversos cargos/serviços na Província.

Em 1995 vai a Roma/IT para cursar o Mestrado em Catequese na Universidade Salesiana. Já no ano seguinte, quando se preparava para o Doutorado, descobriu um câncer no estômago. Regressou ao Brasil onde faleceu em 1996 e foi sepultado na Capital Federal.

Estava com 59 anos de vida, 39 de vida religiosa e 30 de presbítero.

Frade alegre, entusiasta, vibrante, persistente e sempre otimista. Amado em Brasília/DF e muito conhecido em todo o Brasil pelos cursos de catequese que orientava. 

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