Frei Bento Vasco Sanson
07.06.1941 - Palmeira/Paraná
13.08.2001 - Curitiba/Paraná
Frei Bento, filho de Tibúrcio Vasco e de Elísia Sanson Vasco, nasceu aos 07 de junho de 1941 em Rio de Areia (Volta Grande, Palmeira), Paraná. Foi batizado pelo Padre Teodoro Matessi aos 24.08.1941 na capela de Rio de Areia, e crismado ao 10.08.1964 em Palmeira. No Faxinal dos Vieiras (Palmeira), recebeu a primeira comunhão aos 07.10.1951.
Após ter feito alguns trabalhos e servido o exército no 13 Regimento de Infantaria em Ponta Grossa (20.06.1960 a 10.03.1961), entrou no seminário de Engenheiro Gutierrez, Paraná, a 01.03.1963, onde fez o postulado para irmão religioso. Aos 05.01.1964 iniciou o noviciado em Siqueira Campos, Paraná, sendo mestre de noviços Frei Bonifácio Piovesan. Por falta de saúde, interrompeu seu noviciado. Transcorrido certo tempo para tratamento, pediu para retornar e foi aceito como Terceiro Franciscano, ficando ao serviço do convento das Mercês, em Curitiba (1968-1976).
Durante o período em que esteve em Curitiba, aproveitou para terminar os estudos ginasiais (1973-1976) no Colégio Estadual Professor Guido Straube. Em seguida, foi para o seminário Santa Maria de Engenheiro Gutierrez onde, nos anos 1977-1979, freqüentou o curso colegial.
Vestiu o hábito pela segunda vez a 01.12.1979, no convento das Mercês, sendo mestre Frei João Daniel Lovato. No ano seguinte, professou nesse mesmo convento aos 02.12.1980, diante do Ministro provincial, Frei Adelino Frigo. Emitiu sua profissão perpétua aos 18.05.1994 em nossa fraternidade de Butiatuba, na presença do Ministro provincial, Frei Adelino Frigo.
Terminado o noviciado, Frei Bento permaneceu na Cúria provincial, em Curitiba, para os serviços gerais da casa (1980-1983) e no convento das Mercês, como porteiro (1984-1985). Continuou colaborando com as fraternidades de diversas casas: em Butiatuba, como hortelão e porteiro (1986), em Engenheiro Gutierrez (1987), na casa de praia em Itapoá (1988) prestando serviços gerais. Atendeu os freis doentes no convento das Mercês (1978-1994, 1997-1998) e na Cúria provincial (1995-1996) por anos seguidos. Acompanhou o Ministro provincial em diversas viagens pela Província e confeccionou muitas batinas para os noviços e os demais frades.
Nos últimos anos, impedido de fazer outros trabalhos por causa da doença, dedicou-se em confeccionar terços e outros objetos religiosos. Em Curitiba, onde passou boa parte de sua vida, muitas pessoais o conheciam e ele procurava manter essas amizades com visitas recíprocas. Frei Bento foi uma pessoa que muito sofreu em seu físico com a hepatite B e também no aspecto psicológico. Percebia-se nele grande vontade de vencer sua doença, tomando muitos cuidados pessoais.
Desde 1997 até seu falecimento, quase sempre esteve em tratamento na Cúria provincial e no convento das Mercês para superar as dificuldades que lhe criava seu complicado caso de hepatite. Por alguns anos permaneceu na longa fila para receber um transplante de fígado. Como não chegasse sua vez, seu estado físico chegou a tal ponto que não teria suportado mais tal cirurgia. Por diversas vezes foi internado em hospitais para superar fases agudas de sua doença. Segundo o depoimento de médicos que o atenderam em sua fase final, seu fígado tinha desaparecido por completo e provocado um câncer que lhe invadiu também o estômago, provocando-lhe hemorragias e o desenlace final.
Aos 7 de agosto de 2001, frei Bento Vasco Sanson internou-se, pela última vez, no hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, Paraná. No convento, seu estado era de fraqueza geral e mostrava-se indisposto à alimentação. Sua última internação deveu-se à uma hemorragia. No hospital, enfraqueceu rapidamente e sua fisionomia demonstrava que seu fim estaria próximo. Faleceu às 18h15 de 13 de agosto de 2001, tendo ao seu lado Frei Serafim de Oliveira. Mas, no mesmo dia, tinha sido visitado por diversos frades que com ele falaram, embora ele respondesse por sinais ou com voz muito débil. O ecônomo provincial (Frei José Gislon) tomou todas as providências necessárias e, pelas 22 horas, o corpo de Frei Bento se encontrava em nossa igreja Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba. Segundo o certificado de óbito, Frei Bento faleceu de «insuficiência hepática, hepatocracionoma, cirrose hepática, hepatite por vírus B».
A missa de corpo presente foi celebrada na igreja Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba, presidida pelo Ministro provincial (Frei João Dom Lovato) e concelebrada por mais 17 sacerdotes, além de freis das fraternidades de Ponta Grossa, Céu Azul, Florianópolis, Butiatuba, Almirante Tamandaré, Vila Nossa Senhora da Luz, Equipe missionária, Cúria provincial e convento das Mercês. Os bancos da igreja das Mercês ficaram lotados de fiéis.
Na homilia, o celebrante traçou as linhas gerais do falecido, enriquecidas por pensamentos de outros freis e fiéis presentes na igreja. Frei Bento, apesar de suas limitações, mostrou-se perseverante, persistente e constante desde o noviciado. Por motivos de saúde, teve que deixar o noviciado. Mas, não desistiu. Passados alguns anos, retornou com a mesma constância, refazendo o noviciado, encaminhando-se à vida consagrada. Alimentou forte devoção à Virgem Maria e boa parte de sua vida dedicou-a em fazer terços marianos. Além dos trabalhos em diversas fraternidades, preocupava-se com os outros e com os pobres. Demonstrou-se bom e atencioso enfermeiro quando cuidava dos frades doentes. Segundo testemunhos, seus familiares reconhecem nele uma fora especial em diversos momentos de suas vidas. As famílias, que o conheceram, afirmaram que perderam um amigo com o qual aprenderam o sorriso cristão e o da amizade. Era estimado por muitas pessoas do bairro das Mercês, onde passou grande parte de sua vida.
Está sepultado em Butiatuba.