Necrologia

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Frei Venâncio Pivatto (João José Pivatto)

24/06/1912
10/11/1978

Sacerdote.

Nasceu no dia 24 de julho de 1912 em Veranópolis/RS. Filho de Tereza Mezzalira e Antônio Giuseppe Pivatto.

  • Ingressou no Seminário no dia 24 de maio de 1925 em Veranópolis/RS.
  • Profissão Temporária no dia 10 de fevereiro de 1929 em Flores da Cunha/RS.
  • Profissão Perpétua no dia 15 de agosto de 1933 em Garibaldi/RS.
  • Ordenação Diaconal no dia 22 de maio de 1937 em Garibaldi/RS.
  • Ordenação Presbiteral no dia 08 de agosto de 1937 em Garibaldi/RS por Dom José Baréa.

 

Na Província do Rio Grande do Sul trabalhou em Lagoa Vermelha, Marau, Caxias do Sul, Porto Alegre e Santa Maria. Esteve estudando em Roma e no Brasil foi animador e divulgador do Movimento “Mundo Melhor”, atuando também na CNBB e CRB Sul 3.

Em 1973 integrou-se à Província do Brasil Central e trabalhou sempre em Brasília/DF. Faleceu no ano de 1978 em Brasília/DF, vítima de câncer. Foi sepultado no jazigo dos Capuchinhos no Cemitério Campo da Esperança em Brasília/DF.

Estava com 66 anos, 49 de vida religiosa e 41 de Presbítero.

Frade alegre, expansivo, grande orador e sempre primou pela simplicidade.

Frei Jaime Biazus (Lucindo José Biazus)

24/10/1922
10/11/2016

Sacerdote.

Nasceu no dia 24 de outubro de 1922 em Flores da Cunha/RS. Filho de Lúcia Maria Muraro e João Biazus.

  • Ingressou no Seminário no dia 13 de fevereiro de 1935 em Veranópolis/RS.
  • Profissão Temporária no dia 07 de março de 1941 em Flores da Cunha/RS.
  • Profissão Perpétua no dia 12 de agosto de 1944 em Garibaldi/RS.
  • Ordenação Diaconal no dia 26 de janeiro de 1947 em Garibaldi/RS.
  • Ordenação Presbiteral no dia 13 de julho de 1947 em Garibaldi/RS por Dom José Baréa.

 

Na Província do Rio Grande do Sul trabalhou em Porto Alegre, Caxias do Sul, Vila Ipê, Marau e Ijuí.

Em 26 de outubro de 1978 foi enviado como Vice Provincial da Vice Província de Goiás/Mato Grosso. Em 1982 é o primeiro Ministro Provincial da Província do Brasil Central e trabalhou em Brasília/DF, Campo Grande/MS, Goiânia/GO e Rio Verde/GO. No dia 08 de dezembro de 2005 regressa a Brasília/DF onde permaneceu até o seu falecimento no ano de 2016. Está sepultado no jazigo dos Capuchinhos no Cemitério Campo da Esperança em Brasília/DF.

Estava com 94 anos, 75 de vida religiosa e 69 de Presbítero.

 

Frei Mateus Dolzan

30/10/1916
11/11/1979

Veranópolis - RS

 

Destacou-se na Pastoral Paroquial, por seu zelo, entusiasmo e fé. Dedicou-se à organização da infra-estrutura paroquial nas comunidades onde atuou

 

Registro
Ingressou no Seminário Seráfico São José, Veranópolis, no dia 23.12.1927. Recebeu o Hábito Capuchinho, no dia 23.02.1933, em Flores da Cunha, onde fez o noviciado e professou, no dia 24.02.1934, pelas mãos do Pe. frei Cláudio de N. Pompéia. Foi ordenado presbítero,no dia 11.08.1940, por Dom José Baréa, em Garibaldi/RS. Desempenhou seu ministério sacerdotal, em Soledade, São Vicente do Sul, São Francisco de Assis, Vacaria , Caxias do Sul, Barros Cassal, São José do Ouro, Lagoa Vermelha e Vespasiano Correia. Em várias desta comunidades, auxiliou, acompanhou e trabalhou, nas obras de construção de Igrejas, Capelas, instalações paroquiais, assitenciais e hospitalares. Por seu espírito criativo e empreendedor, nem sempre recebeu em resposta a compreensão. Faleceu no dia 11.11.1979, aos 63 anos, de infarto agudo do miocárdio em Vespasiano Correia. A notícia de sua morte, abalou a população de Lagoa Vermelha, que foi buscar seu corpo para dar-lhe sepultura na cidade que tanto amou e à qual dedicou grande parte de sua vida. Presentes nos funerais, representante do Bispo diocesano Dom Henrique Gelain, 47 sacerdotes e uma multidão de fiéis de toda a região. Foi sepultado no jazigo dos familiares, em Lagoa Vermelha. Em reconhecimento pelos seus trabalhos, foi decretado luto de três dias em todo o município. É homenageado com nome de rua em Vacaria, e a praça e o largo da Matriz em Lagoa Vermelha .

 

Informações pessoais
MANOEL JOSÉ DOLZAN - Filho de Caetano Dolzan e de Florinda Merlo

Frei Miguel Morandi

04/02/1945
12/11/2016

Frei Miguel tinha 71 anos e faleceu no sábado  12, às 5 horas, no Hospital Pompeia, em Caxias do Sul, em consequência de falência de vários órgãos.

Havia sido hospitalizado em meados de outubro, passou do quarto para a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e, poucos dias depois, foi transferido para UTI, devido a infecção pulmonar grave e insuficiência renal aguda. Nos últimos dias o estado continuava grave e, ainda na UTI, vinha recebendo apenas medidas de conforto.

Frei Miguel era irmão capuchinho, tendo feito a profissão na Ordem em 1968. Na Província do Rio Grande do Sul sua atividade principal a de enfermeiro e cuidador de confrades enfermos.

Nos anos 1970, tratou-se de hepatite, nos anos 1980 e 1990 fez dois tratamentos para controle de tuberculose, passou por cirrose hepática, degeneração cerebral e hidrocefalia, fez implante de válvula e superou um câncer no céu da boca.  Nos últimos dez anos, também, fez duas cirurgias para colocação e troca de próteses no quadril, cirurgia de próstata devido a câncer e, no início passado mês de outubro, angioplastia abdominal e em uma das pernas.

Na biografia de frei Miguel Morandi, desde a profissão dos votos na Ordem como irmão capuchinho, após o ano de noviciado realizado em 1967, no Convento de Flores da Cunha, foi designado para vários serviços fraternos, como horticultor, cozinheiro e porteiro em diferentes fraternidades da Província. Em Porto Alegre, de 1973 a 1975, também foi ministro da Eucaristia.

Como enfermeiro, de forma calma e paciente, desempenhou sua missão nos conventos de Flores da Cunha, São Lourenço de Brindesi, de Porto Alegre, Lagoa Vermelha (no Hospital São Paulo, durante 11 anos), e de Caxias do Sul, e, de forma emergencial, em qualquer casa, convento ou hospital onde um confrade estivesse precisando de cuidados em seu tratamento ou recuperação de saúde. Como enfermeiro provincial, residiu no Convento Imaculada Conceição e na Casa Provincial, em Caxias do Sul, desde 1987.

Segundo uma crônica biográfica manuscrita, entre muitos outros confrades que estiveram aos cuidados de frei Miguel, nos mais diferentes conventos e hospitais, estão freis Exupério de La Compôte, Francisco Deon, Lucas Bassani, Tarcísio Peccinini, Cassiano Giacomet, Francisco Polentês, Efraim Sperandio, Casimiro Zaffonato, Samuel Bertin, Aparício Tedesco, Vitor Danielli, Nicolau Lucian, Bras Rodegheri, Armando Grizon, Benício Collet, Urbano Polli, Cosme Gradaschi, Pio Boscheco, Nicásio Muraro, Ambrósio Tondello, Serafim Boschetti, Júlio Bianchi, Lauro Reginato, Ricardo Aresi, Teófilo Antoniazzi, Sabino Giongo, Egídio Celuppi, Juvênciop Angonese, Angélico Aresi e Raimundo Simonetto.

A partir do ano 2000 passou a integrar a Comunidade da Casa São Frei Pio, onde, até os últimos meses, ocupava-se em vários serviços, respondendo, por exemplo, pela preparação da lenha para o fogão; quando não tinha nada a fazer, confeccionava terços para a equipe dos freis missionários e se deliciava fazendo o som ambiente na Casa São Frei Pio.

Em 1973, no Instituto Vicente Palotti, em Porto Alegre, fez curso de auxiliar de enfermagem (reconhecido pelo MEC), mas também fez vários cursos rápidos nas áreas de contabilidade, radiotécnica, marcenaria, culinária, horticultura, apicultura, treinamento do Movimento de Criatividade Comunitária, segurança contra incêndio e atualização em assepsia hospitalar, no Grupo Hospitalar Conceição. Os estudos fundamentais os fez na escola municipal da Capela São Paulo, em Flores da Cunha e nos seminários de Vila Flores, Veranópolis e Ipê.

Ingressou no Seminário de Vila Flores em 1959 e, no Convento de Flores da Cunha fez o Postulado (1965-1966) e o Noviciado (1967). Primogênito de 12 irmãos/ãs, dos quais três já falecidos, era filho de Antônio Morandi e Adelina Bet (também falecidos), tendo nascido em 4 de fevereiro de 1945.

Em 1968, como pós-noviço, frei Miguel, junto com outros seis freis da Província – entre eles frei Wilson Pasquali -, participaram de uma experiência de formação religiosa, cultural e profissional continuada para irmãos, em Siqueira Campos, PR. Era um projeto realizado em conjunto com o então Comissariado do PR/SC, previsto para durar três anos, onde praticou alfaiataria, marcenaria e atividades com grupo de catequese; o grupo da Província do RS, no entanto, por diversos fatores, desistiu após o primeiro ano.

Frei Miguel sempre foi uma pessoa calma, de fala mansa, movimentos lentos e compassados, sorriso fácil, despreocupado com a vida (tanto que não tinha preocupações com a própria saúde, apesar de graves enfermidades), mas sempre atencioso como enfermeiro e cuidador.

Frei Mauro Alves da Rosa

17/10/1966
13/11/2016

 

O capuchinho frei Mauro Alves da Rosa faleceu no domingo, 13/11/2016 às 9 horas, na Casa São Frei Pio, em Caxias do Sul. A causa foi uma recidiva de câncer na área cerebral, descoberto há mais de três anos. Tinha 49 anos e era Irmão leigo capuchinho há 14 anos.

A primeira manifestação da doença – glioblastoma de grau IV (astrocitoma difuso) deu-se em maio de 2013. Após cirurgia, no Hospital da Unimed, seguiu com radioterapia no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre e, em sequência, quimioterapia em Caxias do Sul.

Em julho de 2014, com acompanhamento médico permanente, foi residir na Fraternidade Santo Operário, em Canoas. Em novembro de 2015, em exame de rotina foi constatada recidiva do tumor e novamente submetido a cirurgia, seguida de quimioterapia. E em maio deste ano, o tumor retornou mais uma vez e de forma agressiva comprometendo áreas nobres do cérebro. Nova cirurgia não conseguiria retirar o tumor por completo e a quimioterapia já não fazia mais efeito. Permaneceu, então, na Casa São Frei Pio, em regime de hospital; recebia todos os cuidados, com assistência médica a domicílio feita diariamente pela equipe da Unimed de Caxias do Sul; fazia medicação endovenosa, recebia oxigênio com frequência, porém, o estado era sonolento-comatoso, com febre contínua. Todos os procedimentos eram apenas medidas de conforto visando uma condição vital menos dolorida.

Filho de Lucindo Nogueira da Rosa e Juvenil Alves da Rosa, frei Mauro era natural de Ibirubá, RS, onde nasceu em 17 de outubro de 1966. Após estudo fundamental e de nível médio, em fevereiro de 1998 ingressou na Casa de Formação Santa Fé, dos Capuchinhos, em Caxias do Sul; em 1999 fez o ingresso oficial na fraternidade capuchinha, com postulado no ano 2000 e noviciado em 2001, este realizado no Convento São José, em Pelotas. Concluído o noviciado, fez a profissão temporária dos votos na Ordem em 25 de janeiro de 2002.

Na Universidade Católica de Pelotas (UCPel) concluiu o bacharelado e a licenciatura em Filosofia em 2003. Em 2004 e 2005 cursou Teologia na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (ESTEF), em Porto Alegre. E, em 2006, fez o curso “Formação para Formadores”, em Hidrolândia, MS.

Na Província dos Capuchinhos do RS, viveu nas fraternidades Santa Fé (Caxias do Sul), Senhor Ressuscitado (Pelotas), Santo Operário (Canoas), São José/ Casa do Aspirantado (Veranópolis), Mãe de Deus (Porto Alegre), São José (Pelotas, mas residindo em São José do Norte, e Vila da Quinta, Rio Grande), Nossa Senhora de Fátima (Vacaria) e, desde o início de 2015, novamente com períodos na Fraternidade Santo Operário (Canoas) e na Fraternidade Imaculada Conceição/Casa São Frei Pio, em Caxias do Sul.

Passou o ano de 2007 na República Dominicana, à época Vice-província dependente da Província do Rio Grande do Sul. Na Fraternidade São Lourenço de Brindesi, da capital Santo Domingo, foi ecônomo, vigário da fraternidade, membro da equipe de formação do pós-noviciado e encarregado da biblioteca central daquela circunscrição capuchinha.

Em sua vida desenvolveu múltiplas atividades, além dos serviços fraternos e apostólicos como capuchinho: foi mestre do Aspirantado, auxiliar no Centro de Convivência Santa Clara (Porto Alegre), auxiliar na pastoral paroquial nas paróquias São José (São José do Norte) e Nossa Senhora da Penha (Quinta, Rio Grande) e membro da equipe das Missões Populares, quando, nos primeiros meses de atividades, em 2013, foi acometido pela doença que o levou à morte.

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