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22/07/09 - 08:58 - Manifestao ativistas na Conferncia Internacional de Aids - frica

Rplicas do dlar norte-americano com imagens de alguns lderes internacionais foram usadas por ativistas em sade como estratgia para chamar a ateno da imprensa presente nesta tera-feira, 21, na 5 Conferncia Internacional sobre Patognese, Tratamento e Preveno, promovida pela Sociedade Internacional de Aids (IAS, em ingls) na Cidade do Cabo.

A cdula com a foto do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, traz o valor de 700 bilhes de dlares gastos para socorrer a economia mundial; a do ditador lbio Muamar Kadafi os 148 bilhes anuais desperdiados com a corrupo no continente africano; e a do Presidente do Zimbbue, Robert Mugabe, os 250 mil usados para seu aniversrio de 85 anos.

Para cada um desses valores, a organizao Aliana para os Direitos relacionados rea da Aids na frica Austral (ARASA, em ingls) sugere um uso no enfrentamento da epidemia.

O montante gasto com a crise econmica cem vezes mais que o orado para este ano no Plano de Emergncia do Presidente dos Estados Unidos para Combate da Aids (PEFPAR); com a corrupo africana o equivalente ao tratamento de 704 milhes de pessoas com antiretrovirais durante um ano; e a festa do Mugabe salvaria mais de 10500 pessoas com medicamentos para tuberculose.

Essa uma prova de que no h desculpa de falta de dinheiro para a aids, disse a representante da ARASA, Paula Akugizibwe. No estamos aqui para pedir dinheiro para uma festa, mas dinheiro para salvar a vida de milhares de pessoas, acrescentou.

David Sander, da organizao internacional Movimento para a Sade da Populao, reforou que lamentvel que ainda milhares de pessoas morram de uma doena que pode ser prevenida e tratada.

O valor gasto para combater a aids uma escolha de quantas pessoas vo morrer ou no. Quanto menos se investe contra a aids, mais pessoas morrem, finalizou.

Medicamentos bons e baratos

Tambm no dia 22 de julho dezenas de ativistas caminharam at a sala de imprensa com cartazes que pediam o licenciamento compulsrio dos medicamentos antiretrovirais.

Chamando os laboratrios farmacuticos de gananciosos e assassinos, os militantes criticaram os altos preos dos medicamentos contra a aids, sobretudo daqueles de segunda linha.

Por conta das patentes que protegem os novos medicamentos, ns africanos em tratamento antiretroviral temos que conviver com efeitos colaterais que j no afetam mais as pessoas dos pases ricos, comentou a sula-africana Julie Dakugizi. Queremos medicamentos bons por um preo justo, completou.

A Coordenadora da Associao Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), Cristina Pimenta, participou da manifestao e criticou as farmacuticas por se preocuparem muito mais com os seus lucros do que com a vida de milhares de pessoas.


Agncia de Notcias da Aids

Lucas Bonanno, da Cidade do Cabo

 






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